quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Tudo o que restou foi um T em cima da mesa. O novo mouse já não era mais suficiente, e a extensão ainda estava lá para provar que algo haveria de ser resolvido em breve. Decisões, mentiras sobrepostas à mesa e tudo mais que deveria ter sido retirado e cuidado hà tempos , mas não foi. Eis um dos temores, descobrir mais sem querer, sem a devida permissão. Muitas coisas são ditas todos os dias, mas sabemos muito bem o que nos aguarda, quando nada foi dito individualmente. As tais respostas sem perguntas. As que sempre surgiram causando uma borbulha mental sem fim. A intimidade que leva a verdade desdenhosa. A ausência de intimidade que leva à ignorância. Tudo literalmente errado, mesmo assim a vida é amor fati e é por isso que devemos desdenhar até mesmo da formalidade.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Tirar das minhas mãos certas lembranças,
arrancá-las da minha presença, seria me ausentar daqueles que amo.
A melhor parte que pude misturar, o símbolo que mostra o quão somos unidos,
até mesmo quando nossas partes parecem não compartilhar o mesmo SobreNatural.
O que me faz mais presente,é a certeza de que já não preciso de limites pra isso.
Pessoas surgem em nossas vidas,de preferência por cima das suas próprias vissitudes como prova de que podem sim estar além de toda e qualquer pedra que possa parecer.Não é mais necessário fazer notar,pq isso nada tem haver com impressão.
Superficialidade no chão,dançamos nela firmando o nosso contrato com o que é eterno pra nós.A velocidade não precisava ser importante,mas o grito que vinha junto com ela
vinha do mais íntimo. E o mais importante,foi único.
O grito virou eco,e transpôs as barreiras até do que ainda não conhecemos.E hj ainda vive, tem tempo ainda de gritar.
Ahh aquilo que moveu ao gritar...

Encantos e desencantos, imperfeição que de tão perfeita
não foi possível em um só ambiente.E que contagia,
pq a força que move não é mais só uma.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Eternidade.

De volta a mais uma quimera, batendo a porta da vontade de aventura de pensar, olhando de soslaio para os pedaços que deixei pra trás. Tiveram exatamente a mesma importância que deixaram cultivar em mim. A saudade existe, é verdade. Mas de um pedaço de mim que tive que entregar a alguém que não compreendeu, por não merecer, por não estar à altura do acto.O que mais importa nesse momento é que os mesmos pedaços que foram entregues, ainda estão em mim. Mesmo me cruzando os braços, não ousei levar a este extremo, meu egoísmo particular, para omitir, porcausa dele, o meu mundo.
Toda a sua aparência me cortou o coração, por ser só um esboço daquilo que se precisa ser, para além de uma constante, uma eternidade pra mim...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ainda não encontrei nada que vestisse tão bem as luzes que habitam em mim.Busco em todos os lugares, menos no mais óbvio, onde nada é claro o suficiente. A altura dos meus sonhos, onde contemplo as raízes que me puxam para o destino. Não consigo compreender porque chamam aquilo uma formalidade. Sempre me sinto tão à vontade no corredor. A prova de que o tempo não passa. E para os que acreditam nele,sobrevivem a uma mera ilusão. Brincar com as palavras,ganhar bonecos de cetins meio enrugados,mas sorrindo!Uma infindável aglomeração de pessoas que eu acreditei que não iriam crescer nunca...A casa de boneca, ali no canto, contando-me histórias, que vivi e pude sentir cada minuto,segundo...São tão eternos em mim quanto a madrugada que em mim reina ,um preâmbulo certo para um destino incerto. Pouco importa a política...Quando sou um destino.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Não tenho porque explicar minhas limitações,até pq elas só existem pra quem não existe pra mim.Não definitivamente.Ser efetivo em minha vida é como habitar todos os dias e se fazer ser em si a cada minuto.Uma experiência maravilhosa,estar aqui nesse mundo,ter tido oportunidades mais que metafísicas pra compartilhar um pedaço do meu melhor e pior pedaço com todos.Onde todas as atitudes são admiráveis,pq são minhas.Certo dia um amigo me disse que um dia essa minha paixão pela construção do que sou iria me fazer sucumbir.Que sucumba pois,quero só ver o que vai nascer depois disso,bem como as outras inúmeras vezes que morri pra nascer novamente.Nunca me senti tão agraciada quanto quando vi no espelho estas transformações.As meias coloridas ainda existem,bem como sempre existirão.O solslaio não pode faltar quando eu amo ainda consigo me lambuzar de sorvete ,surtindo mordidas nas orelhas de quem aceita o meu pedido.
Como amo aqueles que me fazem morder as orelhas tbm.E como nada tenho haver com aqueles que querem somente fazer sorrir.Sorrir junto,estar junto mesmo que o tempo e o espaço geográfico não mostrem tão diretamente isso,é mais que maravilhoso.é difícil entender quando não se tem um cachorro ou uma árvore pra conversar,é muito mais difícil ser árvore quando todos querem ser humanos demasiadamente.


Obs:Obrigada pelas críticas saudáveis,isso faz um bem enorme tanto ao meu narcisismo quanto à minha rinite.É muito melhor responder comentários pelo e-mail,quando eu posso ser individual à vontade.

Beijos à todos e à nenhum.

sábado, 1 de novembro de 2008

Aqui,aí,acolá...

Siga por aquele caminho do bosque.Aquele lá que eu deixei os pedaços de pão,vc vai saber onde estou... Ainda trabalhando,incessantemente.Tentando reprimir minha curiosidade constante pra apreciar um pouco desse fel realista. Ainda um pouco abalada tbm,quando penso no Moreira... Beijos

domingo, 26 de outubro de 2008

Colapso

Um super capacete diria,o que me serviu de desculpas para a minha afirmação constante.Não poderia fazer aquilo comigo,tampouco com aqueles que amo.E não o fiz.Olhar dissimulado,pq quase todos tendem a serem atores de seus próprios ideais?Não seria preciso ser arte antes ? Ele se foi,e junto com ele rastros da sua covardia, levando um pouco da minha tbm.Muito tempo depois cultivei uma coragem que antes eu não acreditava existir.Ser Leão é complicado.Ser criança mais ainda,quase sempre se é mal interpretado.Quem falha então? Somos todos atores e espectadores dos nossos desastres pq ainda não conseguimos aprender mais sobre a própria arte que temos dentro de nós.A Partir do momento que a arte vira borboleta,é quando nós voltamos a nossa mais bela forma...aquela que melava os nossos dedos de chocolate enquanto nossos pais reclamavam como revolucionários...