quarta-feira, 22 de junho de 2016

É com saudosa liberdade que adentro no martírio das necessidades superficiais. Não há nada de novo, tudo amedronta com um soluço, olhos cada vez mais arredondados pela realidade que se apresenta. Como pude viver tanto tempo distante dessa verdade? Como amo cada vez mais a minha verdade! Um recuo ingrime, em linha reta, fito as estrelas. Mas não há nada embaixo delas, nada mais! Tudo que está abaixo, suplica pra explodir novamente no céu.

domingo, 15 de novembro de 2015

As boquitas humanóides.

Não há conhecimento, a preocupação existe como se houvesse educação pra isso.Não há talheres suficientes ainda, não sabem o que irão comer e mesmo se soubessem, não saberiam comer!Então, com suas bocas ENORMES, eles vêm falar de preconceito,de falta de conhecimento e blá bla... Por onde anda o que tanto cobram? Ahh como é bom, que posição inquietantemente confortável é não estar no meio dos intelectuais!Como me é feliz e confortador tomar conhecimento de que essas criaturinhas lindas, não fazem parte do que eu sei. E o que é melhor,fazem parte de uma maneira totalitáriamente universal, do que eu não quero saber...

A fé na embriaguez, seja por um perfume qualquer ou por qualquer coisa que te faça acreditar novamente...

Ele com sua soberba felicidade e insistência em dizer que não existe,vive. E ela com seu narcisismo intacto dizendo que precisa existir para viver. É nessa mistura de conceitos intermináveis que vez por outra eles se encontram. Na escolha eterna de novos caminhos,em todo início, August beija Eme. Um pacto para a eternidade. É necessário que Eme exista e que August viva.Provando assim que toda regra precisa ser quebrada quando o assunto é o encontro das suas próprias vissitudes. E uma confirmação necessária para a constância do que se é sempre.Eles precisam desta afirmação.Sendo um a afirmação do outro não é necessário mudar por ninguém,a não ser por eles mesmos.Por vezes Eme se pega pelos próprios cabelos, numa tentativa absurda de realizar um novo encontro,morrendo bem mais pra existir novamente.E August,são quase oito goles de soberba por dia, para que Eme esteja sempre por perto.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A tentação do superficial.

Sem operadores aritméticos, numa razão tão profunda quanto a que eu tinha quando acreditava na certeza como um fato. Reverse, deliberando um upcase infinito, repleto de puts e prints em loops extasiados com a revelação dos meus humildes valores booleanos. Tudo meu numa constância variável por tipo. Minhas preferências nunca seguiram padrões a não ser quando eram interpretáveis e em consequência disso, executadas. Ânsia desenfreada por métodos que declarassem a arte como um substantivo próprio, agregando espírito e vida a qualquer caixa de entrada de dados. Abraço o mundo verdadeiro, aquele de espelho binário, meu semelhante não parece comigo, não sente como eu sinto, sequer sente, mas não precisa...Não mais.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Na minha última visão, passou-se um filme entre aspas, simples como quando August sentava nos bancos de praças pra roubar identidades, como se não houvesse nunca desistência em cheirar primavera. Tempos diferentes, vontade que provoca cabelos molhados,olhos sempre secos, ensaiando uma festa, deslizando, negros, claros, tudo misturado. E lá no fundo de toda coisa que agrada, existe um pulsar cômico, furtivo, de um sujeito faceiro que inquieta sempre por trazer uma paz do tamanho da estação que carrega. Em todos os lugares que foi, ficou pra sempre. E em mim, restou a sujeira no cinzeiro, a marca vermelha no meu quadro mais bonito, a bebida que nunca tomei direito e um livro que dança comigo nos passos dele que sorri só pra me ver no espelho, um outubro talvez...

Um tanto de August, para ser Eme.

sábado, 6 de junho de 2015

Olhos muito mais suculentos com as emoções, saíam sempre me arrastando. Até mesmo nos campeonatos particulares de corrida à cavalo, por mais que me permitisse ganhar, era sempre o vencedor. Hoje faria trinta e cinco anos. Então são dezoito anos de mistério em minha vida. Tudo volta puxando o encanto que acabou por encantar o mundo inteiro com aquele sorriso pausado, como se puxasse sempre a verdade pro canto direito...Então vem uma saudade acompanhada de um sorriso parecido, mas muito menos feliz por querer a visão pro mundo do paraíso e saber que só restou o reflexo dessa verdade que pulsa como um coração ambulante caminhando sozinho...O sorriso ainda é o mesmo. Ainda há a espera em cada degrau com cerâmicas quadriculadas, sem esquecer que cada passo à frente significa um olhar pra trás, reafirmando os próprios passos. O olhar para o nada é sempre para alguém...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Afastei com essas mesmas mãos que escrevem, minha mais aparente felicidade. Profundos olhos castanhos me olhavam, como se falassem desconfiadamente dos absurdos que surgiam em meu rosto pela incompreensão do tempo. Sua expressão gritou durante vinte anos em minha vida e junto com ela, um outono disfarçado de primavera.