sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Estilhaçando tudo aquilo que havia guardado,gargalhou um punhado de rosas. Dentre elas acordava no meu sorriso uma que já havia se rompido em meu coração. Mesmo em meio à todas estas curvas tempestuosas, eu não havia esquecido de lembrar o que ela representou por muito tempo. E como todas as coisas que são feitas de passagem, me veio no colo uma nova verdade. O sorriso que disfarça uma história que precisava ser contada, mas que não havia mais tempo, interesses diferentes surpreendem tudo aquilo que se encontra guardado, estabelecendo um conflito silencioso eterno.Palavras que não são tuas, mas que precisam acordar para fazer viver uma nova realidade. Você já não acredita, crê no seu íntimo que não precisa mais acreditar. Mas ainda existe algo que grita no pico mais alto da montanha do teu espírito. Algo semelhante a uma criança, que acha que perdeu boa parte do que era só porque o seu sorriso já não é mais engraçadinho.Uma criança que nem imagina como ficou mais interessante por isso.E a rosa ainda está lá. Um pouco mais do mesmo, relativamente proporcional ao que eu senti ela refletiu, por mais que mais nada aparentemente exista, sempre vai existir.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Percorri aquele corredor sombrio cheio de caras estranhas...
Algumas imagens ...sorrisos sarcásticos,de como a afirmar já saber para onde estava indo...
Às escondidas,pude abrir a fonte em que estava o que eu desejava...o meu desejo estava lá...para a minha dura existência...não apenas meu desejo se encontrava...
Meus olhos se fecharam por um instante,numa tentativa de forjar uma outra realidade ...
Ao abri-los novamente ,eu vi aquilo que eu realmente queria...Mas estava tudo tão diferente, Borboletas me mostravam aonde eu deveria ficar,não era exactamente aonde gostaria,mas permanecendo ali eu haveria de sentir o meu desejo cortando as sombras que as venezianas faziam ao se encontrar com a cortina...
Escadas desiguais para zombar daqueles que sentem a primavera chegar,quem seria eu neste momento?A vela que ilumina um quarto cheio de perguntas...e que todas as respostas estão dentro dela...Um feixe de luz puxa a história para o final da escada,distante...instante...
Uma janela tão pequena,tamanha realidade que eu via...

terça-feira, 22 de setembro de 2009



Que a inocência seja um elo para o conhecimento da vida.
E que partindo dessa experiência já não se encontrem mais pessoas em livros, e sim, livros em pessoas!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Outono linguístico


Querido August,


Não existe outra forma de responder à todas essas dúvidas corriqueiras. Imagine-se no alto de um castelo, onde só se fala quando não se tem permissão de calar. Exata precisa pra compreensão das tuas mãos inquietas. Um refúgio no indefinido, transvalorizando assim todas as definições. De salto como sempre, resposta fácil quando o assunto não é só pensar em Eme bem como ser um pouquinho August. Cantarolando em cada sinal, um mastro que se torna maestro com a perseguição temporal. Estrangeira , aqui as pessoas não conseguem segurar um copo de vinho como se fosse o último. Em meio a convulsões e antipatias supersticiosas, sigo no meu devir eterno. Minhas qualidades lutam entre si, provando que não há virtude, quando penso em um dia me livrar delas. Eu as deixo pra quem ousar moralidade...
No mais, meu querido, tenho obtido doses cavalares de otimismos grosseiros. Em que a realidade não cumpre seu destino de ser e que mais uma vez, todo o cenário bucólico se esvai , sendo obscurecido na superficialidade. Em meio a este e outro crepúsculo, penso em ti. Penso em quantas vezes minhas palavras foram mais tuas do que minhas, e em todos os sentimentos que me fazem parar para ouvir certas estrelas. Nesse encontro secular, escuto um sussurro levemente incentivado por uma esquizofrenia momentânea, nem sempre aquilo que é correto te torna autêntico aos olhos teus. Mas tudo aquilo que vier de ti, por ti, independente do grau de premissas verdadeiras, será obsoleto pra construção da tua verdade sem convicções eternas.




Beijos, assim como as estrelas..

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A vida correndo em suas veias,
sussurros selvagens de uma vida que já precisou parar,
pra correr dignamente.Saltitar por entre vales e campos
perdidos com a esperança como tentação perfeita,
acreditando no acaso dos trotes,sentir novamente aquela corrida, dois vencedores.
Não era preciso se encontrar,quando buscavam o mesmo caminho.Mesmo distantes
ao longe avistavam uma estrela,indicação precisa de que o caminho não
mais existia,e que o doce encontro já havia ocorrido,
encontro magestoso de dois sistemas parecidos...Porque tanta semelhança?ah deixe-o ir.
Talvez o mar possa levar, trazendo-o de volta,assim como sempre o fez em meu espírito.
Em vida,de nada mais preciso.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Amigo é aquele que nos mostra que o tempo não é nada. E a cada segundo, que o tempo é eternidade.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Posso escrever com os pés a teu lado,mesmo sem estar contigo. Isso me surpreende em você.