terça-feira, 12 de maio de 2015

Transbordo pelas mãos, desfrutando de milhões de verdades em que a solidão de uma unica companhia se fez presente. Gargalhadas monossilábicas como há muito tempo não mergulhavam vem aquecer as linhas do meu rosto, somos nossos papéis! As montanhas vontadosas em que suas árvores não deixam de dançar, enquanto espero o vento para um tango, tateiam com absurda teimosia, meu Fechar de olhos ao receber cócegas das flores de canafístula. Não é mais apenas um grão, uma gota...é vida materializada em mãos pequenas, que engatinham. Não te quero mais palavras, joguem-se no absurdo dessa vida tocando deliberadamente outra alma, que tem fome...
Estranhamento, soslaio...Então tomo posse de uma natureza reflexiva. Identidades, relações construídas, refutando e assumindo paradoxalmente a percepção junto com sua construção deliberada de olhares, essência na descoberta de uma autêntica sensibilidade. Que mundo compreensível, como é bom ser incompreendida por um novo olhar, aceitando a diferença da sua ausência na criação!
Adormecida, tulipas vermelhas amendoadas me beijam. No espelho, uma parede rebocada. Meu chão, como eu sonhava! Viver um sonho adormece a nossa vontade de realizar. Tudo outra vez, fatalmente estarrecida em saber sobre August, assim como são todas as primaveras criadas pela vontade de ser plural. Totalmente vazia. Eu já nada sei e ainda assim não me habituo ao superficial. Misturas psicodélicas entre Nietzsche, culinária e banhos de mangueira. Na minha ilha, sou a senhora, desenvolvi uma habilidade terrível de carregar meus amigos sempre comigo, equivocando e sendo equivocada. Me perco no labirinto dos conselhos de Nanook, consolos de Tomcat e ronronados de Sona, não, o tempo não passa. Aqui tudo é...

sábado, 11 de janeiro de 2014

Consciência limpa e firme que aponta o indicador, direcionando e me perdendo nos tropeços de um cadarço desamarrado pelo tempo. Grita, existe um pedaço, metade de uma bolsa cheia de vontades, engatilhadas em direção ao espelho...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Estilhaçando tudo aquilo que havia guardado,gargalhou um punhado de rosas. Dentre elas acordava no meu sorriso uma que já havia se rompido em meu coração. Mesmo em meio à todas estas curvas tempestuosas, eu não havia esquecido de lembrar o que ela representou por muito tempo. E como todas as coisas que são feitas de passagem, me veio no colo uma nova verdade. O sorriso que disfarça uma história que precisava ser contada, mas que não havia mais tempo, interesses diferentes surpreendem tudo aquilo que se encontra guardado, estabelecendo um conflito silencioso eterno.Palavras que não são tuas, mas que precisam acordar para fazer viver uma nova realidade. Você já não acredita, crê no seu íntimo que não precisa mais acreditar. Mas ainda existe algo que grita no pico mais alto da montanha do teu espírito. Algo semelhante a uma criança, que acha que perdeu boa parte do que era só porque o seu sorriso já não é mais engraçadinho.Uma criança que nem imagina como ficou mais interessante por isso.E a rosa ainda está lá. Um pouco mais do mesmo, relativamente proporcional ao que eu senti ela refletiu, por mais que mais nada aparentemente exista, sempre vai existir.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Percorri aquele corredor sombrio cheio de caras estranhas...
Algumas imagens ...sorrisos sarcásticos,de como a afirmar já saber para onde estava indo...
Às escondidas,pude abrir a fonte em que estava o que eu desejava...o meu desejo estava lá...para a minha dura existência...não apenas meu desejo se encontrava...
Meus olhos se fecharam por um instante,numa tentativa de forjar uma outra realidade ...
Ao abri-los novamente ,eu vi aquilo que eu realmente queria...Mas estava tudo tão diferente, Borboletas me mostravam aonde eu deveria ficar,não era exactamente aonde gostaria,mas permanecendo ali eu haveria de sentir o meu desejo cortando as sombras que as venezianas faziam ao se encontrar com a cortina...
Escadas desiguais para zombar daqueles que sentem a primavera chegar,quem seria eu neste momento?A vela que ilumina um quarto cheio de perguntas...e que todas as respostas estão dentro dela...Um feixe de luz puxa a história para o final da escada,distante...instante...
Uma janela tão pequena,tamanha realidade que eu via...

terça-feira, 22 de setembro de 2009



Que a inocência seja um elo para o conhecimento da vida.
E que partindo dessa experiência já não se encontrem mais pessoas em livros, e sim, livros em pessoas!